Dúvida
Eu indico Doubt (EUA, 2008) O filme é passado em
A família de Beto (Wladimir Brichta) é dona de uma tradicional loja de antiguidades que está passando por uma crise financeira. Para tentar solucionar este problema ele se lança numa viagem até a cidade de Itajuípe, interior da Bahia, atrás de uma coleção raríssima de gravuras que foi adquirida há 30 anos por um antigo cliente, o colecionador Samir (Walmor Chagas). Entretanto, logo ao chegar Beto enfrenta uma forte resistência da esposa dele e de sua filha Saada (Ludmila Rosa). Dirigido por Bernard Attal.
Como comédia, Baywatch funciona muito bem. Com situações bem engraçadas, utilizando bem os clichês do gênero, assim como atores adequados ao papel, é uma opção certa para quem quer relaxar e se divertir vendo um filme. Dwayne Johnson, Zac Efron e outros formam uma equipe que vão atrás de uma conspiração criminosa na praia onde eles trabalham como salva-vidas. Dirigido por Seth Gordon.

Woody Woodpecker (EUA, 2107)
Os adultos de hoje lembram facilmente dos desenhos do Pica-Pau. O personagem foi criado em 1940 pelo artista Walt Lantz, tendo muitas animações produzidas pelo estúdio do próprio artista e distribuídas pela Universal Pictures. É o personagem pássaro de desenho animado mais famoso do mundo. Agora, anos depois do sucesso do desenho, resolveram fazer um filme live-action misturado com animação gráfica, para mostrar esse personagem peculiar. Dirigido por Alex Zamm e escrito por Dave Krinsky e John Altschuler.
Uma das poucas coisas que o filme tem de bom é o próprio Pica-Pau. Na dublagem de Eric Bauza, o personagem realmente se parece bastante com a versão mais conhecida do pássaro nos desenhos. A personalidade inquieta, como uma criança que sempre apronta e fala sozinho, enérgico e cheio de fome, infernizando a vida dos outros, ficou bem caracterizada e fiel. Embora o personagem infernize de verdade e sem muito motivo no desenho, neste filme isso ocorre como um mecanismo de defesa, pois ele está com a vida e lar ameaçados, caçadores invadem a floresta atrás de espécies raras para comercializar e uma família ainda tenta construir uma casa moderna bem onde ele mora. Essa é a desculpa perfeita para mostrar o Pica-Pau infernizando a vida dos humanos no filme.
A escolha de introduzir o personagem através de efeitos visuais como uma pequena animação dentro de um filme com atores reais, não me pareceu cair bem. O resultado ficou estranho, quanto mais quando a sonoplastia dos barulhos que o personagem produz, se mostra visivelmente dessincronizada, trabalho pouco cuidadoso neste aspecto. Neste ponto, lembrei de uma referência inesquecível, que funcionou perfeitamente e foi produzido em 1988: “Uma Cilada Para Roger Rabbit”. Talvez se tivesse optado por um filme 100% animado e, claro, caprichado no humor, teríamos um resultado melhor.
Cheguei a pensar que este filme do Pica-Pau seria um entretenimento para os adultos de agora (público que de fato conhece o personagem), mas as piadas e cenas do filme falham muitas vezes na tentativa de serem engraçadas. Considerando que as crianças de hoje são bem exigentes (principalmente as brasileiras, como disse o personagem de Vladimir Brichta no filme Bingo, e olha que isso já era na década de 1980), é provável que este nem seja uma diversão garantida para os menores.
Um fato curioso é que a primeira versão do Pica-Pau mostra ele como um pássaro louco, até sua aparência era estranha. Com o tempo, sofreu mudanças no seu visual e se tornou até agradável, gerando empatia do público. Tem um momento até interessante no filme, quando um personagem explica a origem do Pica-Pau como a reencarnação de um demônio que inferniza e destrói, algo assim. Existem muitas mensagem subliminares nos desenhos que deixam o personagem bem sinistro. Mas este filme vai pelo lado bom, passa até o alerta a favor da convivência das espécies (humana e animal), que pode ocorrer de forma saudável. Apela, também, para a importância de cuidar da natureza e respeitar os animais. O personagem principal, por sinal, é uma espécie quase em extinção no filme e que deseja fazer parte de uma família. Assim fica fácil torcer por ele, o que não ocorria muito nos desenhos, por sinal eu sentia pena dos outros personagens.
O primeiro duplador nos Estados Unidos foi Mel Blanc, seguido por Ben Hardaway, um dos criadores do desenho, e mais tarde por Grace Stafford, esposa de Walter Lantz. Mas os brasileiros se acostumaram mesmo com a dublagem nacional e fica um parabéns a Eric Bauza por este trabalho aqui no filme. Aproveito e desejo sucesso e deixo um obrigado a todos os grandes dubladores nacionais! Por fim, um fato divertido mesmo foi ver a atriz brasileira Thaila Ayala, que está neste filme, dublando ela mesma na versão dublada.
Blue Valentine, traduzido no Brasil para “Namorados Para Sempre”, conta a história de Cindy e Dean, casados há algum tempo e com uma filha. O casal passa por um momento de crise, vendo o relacionamento ser desmanchado aos poucos. Dispostos a seguir em frente, os dois tentam superar os problemas, buscando no passado e no presente os motivos que o mantiveram unidos até este momento e os fizeram se apaixonar um pelo outro.
A proposta é comum: espionagem, Guerra Fria, não confie em ninguém. Contudo, o enredo consegue ser atraente, a história se desenrola muito bem no roteiro de Kurt Johnstead e as cenas de ação são sensacionais e brutais, sendo postas no filme junto com músicas famosas dos anos 80 e 90. Afinal, o filme se passa em 1989, nessa transição entre duas décadas importantes na história. Os diálogos discutem de forma interessante a Guerra Fria e como os espiões foram importantes para evitar que essa guerra tomasse proporções catastróficas e estourasse como o efeito de uma bomba atômica. Mas bombástica no filme mesmo é a Charlize Theron, sua personagem é encaixada com facilidade nesse cenário onde a sobrevivência é constantemente ameaçada.
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