Search

Você pode gostar disso:

laughingtongue
Kingsman 2: O Círculo Dourado (2017)
Cult Drama Filmes Romance

Kingsman 2: O Círculo Dourado (2017)

Um súbito e grandioso ataque de mísseis praticamente elimina o Kingsman, que conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como remanescentes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem onde trabalham os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato. Dirigido por Matthew Vaughn.

crying
Tabu (“Towelhead”, EUA, 2007)
Cult Drama Filmes Romance

Tabu (“Towelhead”, EUA, 2007)

Jasira, uma garota de 13 anos, vive com sua mãe americana e o futuro padrasto, que está encantado com a crescente maturidade da garota. Por isso, sua mãe a envia para o Texas com seu rígido pai Libanês. Este trata de educá-la nos valores tradicionais da cultura muçulmana. Entretanto, Jasira segue sem saber muito bem o que fazer com sua sexualidade quando nota como seu corpo afeta os homens que a rodeiam, em especial seu vizinho (Aaron Eckhart), um atraente e intolerante soldado da marinha. Um filme de Alan Ball.

Pouco dinheiro para ir ao cinema? Dicas para ter desconto!
Cult Drama Filmes Romance

Pouco dinheiro para ir ao cinema? Dicas para ter desconto!

Em tempos de crise, quem é viciado em cinema não necessariamente precisa reduzir a frequência para economizar grana. Nada de falsificar carteira ou comprovante de matrícula estudantil. Veja algumas formas de conseguir descontos nos cinemas sem gastar alto, todas dentro da legalidade.

confusedcryingmoney

Aurora (“Sunrise: A Song of Two Humans”, 1927)

Aurora (EUA, 1927)

Seduzido por uma moça da cidade, um fazendeiro tenta afogar sua mulher, mas desiste no último momento. Esta foge para a cidade, mas ele, arrependido, a segue para provar o seu amor. Dirigido por F. W. Murnau.

Despertar:

Em 1929 foi realizada a primeira cerimônia do Oscar. Existiam duas premiações para melhor filme, e Aurora levou como “Melhor Filme – Prod. Única e Artística”. Já disseram que este é o filme mais belo do mundo. F. W. Murnau, diretor conhecido no mundo do cinema expressionista alemão, dirigiu este que foi o seu primeiro filme em Hollywood. Pode-se dizer que é uma história de amor melodramática, um drama romântico, sendo considerado também o primeiro grande filme do Oscar, pois é o mais lembrado entre os filmes que participaram da primeira cerimônia.

A vida de um casal interiorano sofre uma drástica mudança quando tentada pelos prazeres da cidade. Diante de uma mulher urbana, o homem não resiste e ela torna-se a sua amante, e ela com seu egoísmo e interessada mais em dinheiro o convence a trair e matar a esposa. “Não poderia afogar-se?” é uma frase dita pela amante, que choca na tela, com direito a um efeito visual nas palavras que afundam no nada; um uso criativo deste efeito no diálogo escrito, já que o filme é mudo (todas as falas usem o velho letreiro na tela). A jovem esposa nada pode fazer além de implorar pela vida. E, surpreendentemente, o homem desiste do ato na última hora.

Este filme é de uma sensibilidade única. Como resgatar um amor depois de ter pensado e quase tentado assassinar a pessoa amada? O que parece acabado, destruído e impossível de reversão, é questionado e comprovado – o contrário – por Murnau. É um filme que inicialmente tende ao trágico, até mesmo ao sinistro, e logo depois se transforma magicamente em sensível, romântico e emocionante. A partir daí o casal vive uma noite como se fosse o seu primeiro e maravilhoso momento, tendo o espectador direito a algumas cenas de comédia e aventura, divertidas e que dão uma boa sensação de alívio em relação ao início da trama.

Sendo preto e branco, os contrastes de claro e escuro dão uma característica visual marcante ao filme, sendo isso uma herança do cinema alemão da década de 20. No campo, prevalece o uso do escuro, mas na cidade vem o claro, simbolizando essa contradição da consciência de um homem diante das tentações da cidade, que o influencia a romper com a moral e os valores religiosos. Nesse sentido, há um tom melancólico de despedida de uma época. A revolução industrial e o estabelecimento do capitalismo são postos no filme como agentes transformadores, elementos que agem no sentido de romper valores como honestidade, integridade e fidelidade.

Apesar do diálogo mudo, Aurora já contava com efeitos sonoros e Murnau fez bom proveito disso. O barulho dos sinos na Igreja é como um despertar do homem, que marca o seu profundo arrependimento; e da mulher que por amor ainda lhe dá mais uma chance. Sutil e simbólico, com uma música acompanhando o desenvolvimento da história, podemos nos apaixonar pelos personagens, que não possuem nome, justamente para universalizar todas as pessoas que podem estar na mesma situação. “Aurora” consegue um poder de concentração raro, até para quem não está costumado com filmes mudos (e em preto e branco). Existem reviravoltas surpreendentes no filme, e até um objeto que seria usado para uma finalidade acaba voltando em outra cena e se encaixando no novo contexto de forma inteligente, como um presente para os espectadores “despertos”.

__________________________________
Fontes:
http://ofilmequeviontem.blogspot.com.br/2012/05/o-filme-mais-belo-do-mundo-aurora-1927.html
http://www.cineplayers.com/critica.php?id=888

Tags Relacionadas crítica, Murnau, oscar, resenha
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

Filmes

Snoopy e Charlie Brown: o filme (2015)

Eu indico The Peanuts Movie (EUA, 2015) Próximo das férias

crying
Holy Motors (França, 2012)
Drama

Holy Motors (França, 2012)

Holy Motors (França / Alemanha, 2012)Oscar (Denis Lavant) transita solitário em vidas paralelas, atuando como chefe, assassino, mendigo, monstro, pai... Mergulha profundamente em cada um dos papéis e é transportado por Paris e arredores em uma luxuosa limusine, comandada pela loira Céline (Edith Scob). Ele é um homem em busca da beleza do movimento, da força motriz, das mulheres e dos fantasmas de sua vida. Dirigido por Leos Carax.

cryingtongue
A Favorita (2018)
Na pré

A Favorita (2018)

Estamos na época das grandes premiações e este filme tem ficado em destaque, com mérito.  Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana. Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail, nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes essa oportunidade única. Dirigido por grego Yorgos Lanthimos.

3 Comentários

  1. […] A primeira atriz “queridinha” da academia foi Janet Gaynor. Ela concorreu contra ela mesma duas vezes na mesma premiação, que foi o primeiro Oscar, por suas interpretações em Seventh Heaven, Street Angel e Sunrise. Existiram mais 2 atrizes concorrendo, mas ela ganhou o prêmio. Realmente, com sua carinha de anjo, apesar dos filmes serem mudos, ela mostrava grande expressão corporal, principalmente facial, nas suas atuações. Aqui também tem um post do filme Sunrise: A Song of Two Humans, um romance muito sensível que me fez admirar mais ainda os filmes mudos: https://www.eueatelona.com.br/aurora-sunrise-a-song-of-two-humans/ […]

    Reply
  2. […] Aurora (EUA, 1927), de F. W. Murnau: No primeiro Oscar da história, este aqui levou o prêmio de melhor filme. O preto e branco e a ausência de falas – afinal é um filme mudo – não fazem falta diante da delicadeza dessa história. Quando um fazendeiro ingênuo é seduzido por uma moça da cidade e tenta se livrar de sua mulher, ele desiste no último momento e, arrependido, a segue para provar e reconquistar o seu amor. […]

    Reply

Deixe seu comentário